Página Inicial Data de criação : 08/01/31 / Última actualização : 08/07/04 13:36 / 20 Artigos publicados
 

COMERCIALIZAÇÃO E O DESPORTIVISMO  Inserido Friday 04 July 2008 13:36

COMERCIALIZAÇÃO E O DESPORTIVISMO

 

O valor comercial de qualquer actividade e o investimento económico que nela é feito dependem da qualidade que lhe é reconhecida, do apreço e procura que ela suscita, das necessidades que satisfaz. Também é assim no desporto. Não há diferenças entre as duas vertentes, antes pelo contrário. Quanto mais o desporto evidenciar as virtudes que lhe são atribuídas, tanto maior será a sua ressonância social e tanto mais sólida será a sua valia comercial e económica.

O desporto é entendido como uma construção de sentidos inerentes a uma realização elevada da vida e dos humanos. Ou seja, a sua prática é perspectivada como motivo e oportunidade para objectivos situados muito alem da funcionalidade e expressividade do corpo. O atleta é, por força da sua mediatização, uma figura pública, sujeita a grandes exigências no concernente à sua postura ética. E esta é a expressão pela observância voluntária de princípios e condutas de honra tanto no palco e pela renúncia a meios ilícitos. Assim, o rendimento e o êxito apenas o são verdadeiramente quando o resultam da honestidade e correcção.

A valia do desporto em termos económicos – como de qualquer outro bem ou artigo de consumo – depende do conceito em que é tido pelo publico consumidor. Quanto mais o desporto for um bem estimado e respeitado, tanto maior será a sua cotação no plano comercial.

Pessoas como Cristiano Ronaldo, José Mourinho ou mesmo Scolari, que estão ligadas ao desporto, mais concretamente ao futebol, são das mais procuradas para serem as “capas” de empresas que prezam a boa informação e consequentemente a procura de clientes para garantirem a sua subsistência no mundo dos negócios.

A mediatização destas estrelas serve de moeda de troca para garantir uma boa informação das empresas. Contudo, nem tudo são rosas neste mundo de negócios. A queda de uma estrela pode colocar tudo a perder e o investimento feito ao longo dos anos pode ser perdido em apenas alguns dias.

Grandes marcas mundiais lutam desesperadamente por estrelas do desporto e chegam a pagar fortunas incalculáveis para garantir nos seus spots publicitários essas figuras que vendem milhões.

Será que o investimento é rentável? Pensamos que sim, pois não para de crescer a procura dessas estrelas desportivas. Os nomes que há pouco referi são só alguns onde predominam os desportistas e pensa-se que ao longo dos anos poderá crescer ainda mais, pois o que interessa a essas empresas é vender os seus produtos e não olham a meios para isso.

No mundo de hoje o desporto esta presente em todo o lado e a comercialização e o desportivismo estão ligadas intimamente e garantem fortunas e clientes a empresas poderosas de todo o mundo.

 

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Fair Play, será que existe? (Para Pensar) Inserido Monday 28 April 2008 23:30

O desporto é parte integrante da sociedade e, por isso, subordina-se ao sistema de normas e valores nela predominantes.

O Fair Play no desporto como na vida quotidiana é utilizado de uma forma nem sempre condizente com os princípios que a palavra procura transmitir.

Como é sabido, o vocabulário Fair é inglês. Fairs eram mercados realizados na Idade Média em determinados dias festivos. Assumiram um papel de relevo da vida pública, a ponto de terem gerado uma ética de mercado. A franqueza, a honradez e a renúncia à fraude eram determinantes para uma vida saudável nos Fairs.

Fair, portanto, era um mercado gerido pela honestidade, lealdade, cavalheirismo, integridade, justiça e seriedade.

Este código ético serviu à burguesia para provar que o sucesso económico não ia contra a honra, que era possível ligar as duas coisas legitimando assim a sua ascensão.

 

Já o conceito de Fair Play no longínquo século XIX incorporava 3 exigências:

 

·        O jogador devia dar o seu melhor para ganhar, atendendo porém ao cumprimento escrupuloso das regras;

·        O jogador deve ser desafiado a visar o mais alto rendimento, pelo que deve procurar também o adversário mais difícil possível e forçar este a dar o melhor de si e a tentar vencer;

·        O espectador deve ser imparcial.

 

No entanto, a mesma palavra (Fair Play), do Sec.XIX, tem um significado diferente.

O significado é diferente devido a uma sociedade que se confunde com um sistema amoral, dado que o primeiro objectivo é a tentativa de impor brutalmente a vantagem pessoal em detrimento do interesse geral.

Alguns dos factores que influenciam a imagem negativa do Fair Play são os agentes do desporto e os próprios desportistas.

Estes na disputa da vantagem dos seus interesses, ignoram o Fair Play sem se sentirem minimamente incomodados. Para além de não se incomodarem com o “seu” Fair Play, presta também um mau serviço à comunidade ao prejudicar a imagem e o significado do Fair Play.

Pode o desporto ser diferente? Consentiram os poderes e os interesses, nomeadamente na economia e os media, que o desporto tenha como principal objectivo o verdadeiro espírito desportivo?

O desporto sendo um reflexo do que envolve, nomeadamente a sociedade, está sujeito aos interesses da mesma, alternando dessa forma a verdade e o conceito do Fair Play.

 

Podemos concluir que não pode ser exigido ao desporto, o que o mundo não tem.

 

João M. S. Moreira

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Crianças... (Para Pensar) Inserido Thursday 27 March 2008 18:23

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Este video dá mesmo que pensar, senão vejamos. Todas a scrianças olham para os adultos como um exemplo e vêem em nós um projecto a seguir. Este video retrata isso tudo, podemos ver as crianças a imitar os adultos, mas somente para o lado negativo. Um video que é um dos melhores do ano e que faz pensar certas atitudes que nós, adultos tomamos em frente a essas dádivas da natureza, as crianças

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Lei 5 - O Árbitro (Leis de Jogo) Inserido Sunday 23 March 2008 21:55

A autoridade ao árbitro

O jogo disputa-se sob o controle dum árbitro que dispõe de toda a autoridade necessária para velar pela aplicação das Leis do Jogo no quadro do jogo, que é chamado a dirigir. desde a sua entrada no recinto onde se encontra o rectângulo de jogo e acaba quando o tiver abandonado.

Competências e obrigações

O árbitro deve:

  • velar pela aplicação das Leis do Jogo

  • abster-se-á de punir nos casos em que, fazendo-o, julgue favorecer a equipa que haja cometido a falta

  • remeter às autoridades competentes um relatório donde conste as informações relativas a todas as medidas disciplinares que tomou contra jogadores e/ou elementos oficiais, assim como qualquer incidente ocorrido antes, durante ou depois do jogo

  • desempenhará as funções de cronometrista nos casos de não poder contar com um elemento oficial como cronometrista

  • parar o jogo temporariamente, suspendê-la ou interrompê-lo definitivamente por razões de interferência de acontecimentos exteriores, qualquer que eles sejam

  • tomar medidas disciplinares contra todo o jogador que cometa uma falta passível de advertência ou expulsão

  • fazer com nenhuma pessoa não autorizada penetre na superfície de jogo

  • interromper o jogo se, no seu entender, um jogador está seriamente lesionado e fazê-lo transportar para fora da superfície de jogo

  • deixar o jogo prosseguir até que a bola deixe de estar em jogo se, em seu entender, um jogador só está ligeiramente lesionada

  • assegurar-se que cada bola utilizada satisfaz as exigências da Lei 2

Decisões do árbitro

As decisões do árbitro sobre os factos relacionados com o jogo não têm apelo.

 


 

Decisões

Decisão 1

Se o árbitro e o segundo árbitro assinalam uma falta simultânea e sobre a qual estão em desacordo, em referência, a qual das equipas pertencerá a bola, a decisão do árbitro é que prevalece.

Decisão 2

O árbitro e o segundo árbitro poderão advertir ou expulsar, mas, se existir desacordo entre eles, deverá prevalecer a decisão do árbitro.

 

Clique em baixo e veja a lei 3 (Narração em Inglês)

Lei 5 - O Árbitro

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Origem do desporto e a sua evolução (História E.F.D.) Inserido Wednesday 12 March 2008 23:23

1ª Parte

 

O Homem desde os primórdios da sua existência, sente a necessidade de se movimentar e trabalhar para sobreviver. Este exercício realizado de forma involuntária e necessária permitiu ao homem ancestral desenvolver as suas capacidades físicas sem que disso tomasse consciência directa. À medida que a civilização humana foi evoluindo, as tarefas dos ancestrais, como caçar, nadar, pescar, lutar evoluíram também até perderem o papel principal de subsistência (Actividade Física), ganhando um carácter lúdico (Desporto), o que lhe permitiu cada vez mais “controlar” a Natureza, demonstrar capacidades, entreter um público, entre outras coisas.

Por sua vez, o que se iniciou com o Homem primordial não foi o Desporto (não o encaravam como tal, nem sabiam o que era) mas sim a Actividade Física, a qual desde sempre e de forma espontânea e instintiva foi realizada por estes com o intuito de vingarem no mundo de condições adversas em que habitavam.

O Desporto desde sempre, quer praticado voluntária ou involuntariamente, foi importante para o Homem, para a sua sobrevivência e desenvolvimento.

Várias descobertas de utensílios (arcos e flechas) e pinturas rupestres do homem pré-histórico datadas de mais de 30.000 anos realizadas em países como a França, a Austrália e diversos países africanos permitem afirmar que o aparecimento das actividades consideradas desportivas coincide com o surgimento do Homem. Podemos então concluir que a Actividade Física é tão antiga como o próprio Homem.

O Homem, no início da sua existência, necessitava de se esforçar para sobreviver, pois apenas deste modo conseguiria obter a comida e vestuário (entre outras coisas) necessários para a sua sobrevivência. Então, o Homem era como que obrigado a andar, caçar, saltar, correr, fugir e a tudo o mais que lhe permitisse não só obter o que necessitava como também para escapar a predadores e em algumas situações a defender-se dos outros Homens.

Com todas estas Actividades, realizadas de forma exaustiva mas “inconsciente”, o Homem foi melhorando o seu corpo tanto a nível exterior como interior, aperfeiçoando a sua forma física, sentidos e funções orgânicas que, desse modo, lhe permitiram possuir um maior domínio sobre a natureza, e consequente sobrevivência. O facto dos Homens ancestrais (“selvagens”) possuírem um físico forte e instintos e sentidos apurados são a prova que, a vida diária do ser Humano desta época era muito activa fisicamente, pois tal era necessário para a sua sobrevivência e subsistência. Tal característica pode ser explicada através da “Lei do Uso e do Desuso” de Lamarck, a qual aplicada ao Homem Ancestral nos diz que o físico apurado se deve à sua utilização ao longo do tempo por parte do Homem.

Contudo, a actividade física e o desporto evoluíram e a civilização Grega, que já possuía um desenvolvimento bastante elevado, e que encarava o Desporto como um acto cujo objectivo era aprimorar a pessoa física e mentalmente. Uns dos expoentes máximos que mostra a importância do Desporto na Grécia foram os Jogos Olímpicos. No império Romano, apesar destes não darem tanta importância aos benefícios do Desporto na pessoa, também possuíam características na sociedade que demonstravam uma sociedade desportiva, como por exemplo, as lutas de gladiadores, os coliseus e anfiteatros, hipódromos.

 

Na actualidade, o Desporto possui cada vez mais um papel importantíssimo na nossa sociedade, focando-se na sua vertente saudável, como promotor de saúde (física e mental), de anti stress, de melhoramento das relações sócio-afectivas e económicas, “choque” de civilizações e promoção da paz. (continua)
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