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Fair Play, será que existe?  Inserido Monday 28 April 2008 23:30

O desporto é parte integrante da sociedade e, por isso, subordina-se ao sistema de normas e valores nela predominantes.

O Fair Play no desporto como na vida quotidiana é utilizado de uma forma nem sempre condizente com os princípios que a palavra procura transmitir.

Como é sabido, o vocabulário Fair é inglês. Fairs eram mercados realizados na Idade Média em determinados dias festivos. Assumiram um papel de relevo da vida pública, a ponto de terem gerado uma ética de mercado. A franqueza, a honradez e a renúncia à fraude eram determinantes para uma vida saudável nos Fairs.

Fair, portanto, era um mercado gerido pela honestidade, lealdade, cavalheirismo, integridade, justiça e seriedade.

Este código ético serviu à burguesia para provar que o sucesso económico não ia contra a honra, que era possível ligar as duas coisas legitimando assim a sua ascensão.

 

Já o conceito de Fair Play no longínquo século XIX incorporava 3 exigências:

 

·        O jogador devia dar o seu melhor para ganhar, atendendo porém ao cumprimento escrupuloso das regras;

·        O jogador deve ser desafiado a visar o mais alto rendimento, pelo que deve procurar também o adversário mais difícil possível e forçar este a dar o melhor de si e a tentar vencer;

·        O espectador deve ser imparcial.

 

No entanto, a mesma palavra (Fair Play), do Sec.XIX, tem um significado diferente.

O significado é diferente devido a uma sociedade que se confunde com um sistema amoral, dado que o primeiro objectivo é a tentativa de impor brutalmente a vantagem pessoal em detrimento do interesse geral.

Alguns dos factores que influenciam a imagem negativa do Fair Play são os agentes do desporto e os próprios desportistas.

Estes na disputa da vantagem dos seus interesses, ignoram o Fair Play sem se sentirem minimamente incomodados. Para além de não se incomodarem com o “seu” Fair Play, presta também um mau serviço à comunidade ao prejudicar a imagem e o significado do Fair Play.

Pode o desporto ser diferente? Consentiram os poderes e os interesses, nomeadamente na economia e os media, que o desporto tenha como principal objectivo o verdadeiro espírito desportivo?

O desporto sendo um reflexo do que envolve, nomeadamente a sociedade, está sujeito aos interesses da mesma, alternando dessa forma a verdade e o conceito do Fair Play.

 

Podemos concluir que não pode ser exigido ao desporto, o que o mundo não tem.

 

João M. S. Moreira

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Crianças...  Inserido Thursday 27 March 2008 18:23

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Este video dá mesmo que pensar, senão vejamos. Todas a scrianças olham para os adultos como um exemplo e vêem em nós um projecto a seguir. Este video retrata isso tudo, podemos ver as crianças a imitar os adultos, mas somente para o lado negativo. Um video que é um dos melhores do ano e que faz pensar certas atitudes que nós, adultos tomamos em frente a essas dádivas da natureza, as crianças

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Lição aos adultos  Inserido Wednesday 12 March 2008 00:13

No mundo actual em que as palavras o que valem, é preciso uma criança alertar os adultos para as atrocidades que se fazem por esse mundo ora. Um depoimento fantastico e verdadeiro de uma criança que faz pensar o mundo dos adultos...

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Lição de vida  Inserido Saturday 23 February 2008 18:18

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É um facto que à imagens que valem mil palavras e este video que apresento é sem duvída um desses exemplos. Nós muitas vezes queixamo-nos de tudo e de mais alguma coisa e as vezes não sabemos o que é passar dificuldades. Este video dá uma bofetada a muita boa gente que de facto nunca passou por dificuldades a serio e queixa-se sem razão. Vejam e meditem da proxima vez que se queixarem de alguma coisa.

 

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Pai mais forte do mundo  Inserido Friday 08 February 2008 21:20

Recebi um mail hoje e fiquei tão impressionado com as imagens que até me fizeram chorar. (veja o video no fim).

A tradução foi retirada de um site brasileiro.

"O texto original foi publicado em inglês na Sports Illustrated e é de autoria de Rick Reilly.

Oitenta e cinco vezes Dick Hoyt empurrou seu filho deficiente, Rick, por 42 quilômetros em maratonas. Oitenta vezes ele não só empurrou seu filho os 42 quilômetros em uma cadeira de rodas, mas também o rebocou por 4 quilômetros em um barquinho enquanto nadava e pedalou 180 quilômetros com ele sentado em um banco no guidão da bicicleta -- tudo isso em um mesmo dia.

Dick também o levou em corridas de esqui, escalou montanhas com ele às costas e chegou a atravessar os Estados Unidos rebocando-o com uma bicicleta. E o que Rick fez por seu pai? Não muito -- exceto salvar sua vida.

Esta história de amor começou em Winchester, nos EUA, há 43 anos quando Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral e incapacitado de controlar os membros do corpo.

-- Ele irá vegetar pelo resto da vida -- disse o médico para Dick e sua esposa Judy quando Rick tinha nove meses. -- Vocês devem interná-lo em uma instituição.

Mas o casal não acreditou. Eles repararam como os olhos de Rick seguiam os dois pelo quarto. Quando Rick fez 11 anos eles o levaram ao departamento de engenharia da Tufts University e perguntaram se havia algum jeito do garoto se comunicar.

-- Jeito nenhum -- disseram a Dick -- Seu cérebro não tem atividade alguma.

-- Conte uma piada para ele -- Dick desafiou. Eles contaram e Rick riu. Na verdade tinha muita coisa acontecendo no cérebro de Rick.

Usando um computador adaptado para ele poder controlar o cursor tocando com a cabeça um botão no encosto de sua cadeira, Rick finalmente foi capaz de se comunicar. Primeiras palavras? "Go Bruins!", o grito da torcida dos times da Universidade da Califórnia.

Depois que um estudante ficou paralítico em um acidente e a escola decidiu organizar uma corrida para levantar fundos para ele, Rick digitou: "Papai, quero participar".

Isso mesmo. Como poderia Dick, que se considerava a si mesmo um "leitão", que nunca tinha corrido mais que um quilômetro de cada vez, empurrar seu filho por 8 quilômetros? Mesmo assim ele tentou.

-- Daquela vez eu fui o inválido -- lembra Dick -- Fiquei com dores durante duas semanas.

Aquilo mudou a vida de Rick. Ele digitou em seu computador:

-- Papai, quando você corria eu me sentia como se não fosse mais portador de deficiências.

O que Rick disse mudou a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979.

-- Impossível! -- disse um dos organizadores da corrida.

Pai e filho não eram um só corredor e também não se enquadravam na categoria dos corredores em cadeira de rodas. Durante alguns anos Dick e Rick simplesmente entraram na multidão e correram de qualquer jeito. Finalmente encontraram uma forma de entrar oficialmente na corrida: Em 1983 eles correram tanto em outra maratona que seu tempo permitia qualificá-los para participar da maratona de Boston no ano seguinte.

Depois alguém sugeriu que tentassem um Triatlon. Como poderia alguém que nunca soube nadar e não andava de bicicleta desde os seis anos de idade rebocar seu filho de 50 quilos em um triatlon? Mesmo assim Dick tentou.

Hoje ele já participou de 212 triatlons, inclusive quatro cansativos Ironmans de 15 horas no Havaí. Deve ser demais alguém nos seus 25 anos de idade ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha? Então por que Dick não competia sozinho?

-- De jeito nenhum -- ele diz. Dick faz isso apenas pela sensação que Rick pode ter e demonstrar com seu grande sorriso enquanto correm, nadam e pedalam juntos.

Este ano, aos 65 e 43 anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a 24a. Maratona de Boston na posição 5.083 entre mais de 20 mil participantes. Seu melhor tempo? Duas horas e 40 minutos em 1992, apenas 35 minutos mais que o recorde mundial que, caso você não saiba, foi batido por um homem que não empurrava ninguém numa cadeira de rodas enquanto corria.

-- Não há dúvida -- digita Dick -- Meu pai é o Pai do Século.

E Dick também ganhou algo com isso. Há dois anos ele teve um leve ataque cardíaco durante uma corrida. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos disseram que se ele não tivesse se dedicado para entrar em forma é provável que já teria morrido uns 15 anos antes. De certa forma Dick e Rick salvaram a vida um do outro.

Rick, que hoje tem seu próprio apartamento (ele recebe cuidados médicos) e trabalha em Boston, e Dick, que se aposentou do exército e mora em Holland, Massachussets, sempre acham um jeito de ficarem juntos. Eles fazem palestras em todo o país e participam de alguma cansativa corrida nos finais de semana.

No próximo Dia dos Pais Rick irá pagar um jantar para seu pai, mas o que ele deseja mesmo poder fazer é um presente que ninguém poderia comprar.

-- Eu gostaria -- digita Rick -- de um dia poder empurrar meu pai na cadeira pelo menos uma vez.

(por Rick Reilly - Sports Illustrated)"

Veja o video e tenta não chorar... O PAI mais forte do mundo
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